Sou pirata: desde há muito o mar minou a âncora que a terra me atava. Sou pirata: cresci sem raízes e aos poucos fui desgrenhando os cabelos até que tudo aturdisse. Até que o horizonte se tornasse o cenário por onde trafego ao contrário e peregrino sem exílio, me arriscando contra qualquer direção. Por isso não tenho linhas nas mãos e me sento na orla da praia, aturdido.
Os coqueiros balançam em homenagem ao sol de inverno.
Não é o fim: é início.
Um comentário:
Está tá hora de segurar no mastro dessa nau sem rumo para chegar ao porto seguro e fincar raízes, o nada leva a lugar nenhum, estar pirata impoe o saque e o butim, não creio ser essa a sua vocação
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