A passagemdo silêncio à palavra
é estrada de laranjas e musgo
sob o impacto, sob o susto
de um incesto
entre os insetos e o fruto.
Andam meus poros a despedir-se do luto
Anda meu corpo a vibrar em uníssono
a esgueirar-se infinito
por esses caules
de uma imensa mangueira.
Incandescente é a paz que me molha a fronte.
Entre deus e o homem não há fronteiras.