Bofe. Fui chamado de bofe. Por quinze minutos minha virilidade ficou exultante: disparei projétil contra o azul varonil, e quis que minha lingüiça fosse amplamente servida pra todos os membros de um churrasco gótico. Churrasco - pasmem vocês - em que estaria contemplando as chamas que se consomem sob o carvão.Bofe aprecia chamas sob o carvão? Não. Mas eu estaria ali, com os olhos presos às chamas, até que a última faísca se projetasse em direção a minha natureza e iluminasse tudo aquilo que por demais secreto pulsa sob meus músculos retesados, causando alarido e repercussão.
Essa pulsação diz: Eu amo esse homem/ Eu amo esse homem/Não sou o seu bofe/Sou sua paixão.
Bofe se apaixona? Creio que não. E é por isso que creio que eu não sou nada disso, visto que só vadio esquisito entre becos omissos e eternos campos de asfódelos.
Até onde eu saiba, bofe come bife – e eu como brócolis.